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Conheça a Trajetória de Sucesso e a Música do DJ T. VERCOSA

O primeiro DJ brasileiro a comandar programa próprio, na Ibiza Global Radio, completa 30 anos de carreira, agora em 2019! Parabéns Thiago!

Neste post você irá conhecer Thiago Verçosa, o DJ brasileiro que há muito desponta na cena internacional da música eletrônica, mais conhecido como DJ T. VERCOSA. Atualmente Thiago é responsável por um dos programas de maior sucesso da Ibiza Global Radio: o T.VERCOSA RADIO SHOW.  O programa que acontece durante as temporadas de verão de Ibiza, entrará no ar, em 2019, a partir de abril, seguindo com sua programação até outubro. Até lá, fique de olho nas programações das night clubs nacionais, porque T. VERCOSA está na área!

E para você ter uma noção da trajetória desse veterano do E-Music, compartilhamos uma pequena lista dos locais onde T. VERCOSA já se apresentou. E esta lista inclui, nada mais nada menos, que Bora-Bora Beach Club, Eden Club Ibiza, Blue Marlin Ibiza, Nikki Beach Ibiza, Ushuaia Ibiza e Club Privilege Ibiza, considerado pelo Guinness World Records, até 2014, como o maior clube do mundo!

Sensacional! Histórias assim nos inspiram e mostram que o céu é o limite, para quem sonha alto e corre atrás da realização!

Então vamos lá! Dê um play no set superexclusivo que o T. VERCOSA gravou para a Brasil Society. Enquanto isso, conheça um pouco mais da trajetória e da música desse profissional, que representa o Brasil por esse mundo afora. Arrasou Thiago!


Ale Lima: Oi Thiago, tudo bem? Antes de mais nada, obrigada por nos conceder esta entrevista e por doar um pouquinho do seu tempo para a Brasil Society! Valeu! Thiago, vamos dar uma volta no túnel do tempo? Conte para nós um pouco da história de como a música eletrônica chegou até você? Foi influência de pais, amigos… Como tudo começou?

T. VERCOSA: Oi Ale! Comigo está tudo ótimo! Imagine…. Obrigado eu, por você me conceder essa oportunidade, de contar um pouco da minha história. Bem, eu comecei a estudar música muito cedo. Além de fazer aulas de piano, eu gostava muito de gravar programas de rádio em fitas k7, para ouvir durante as viagens que eu fazia com meus pais. Até que, tempos depois, um amigo me convidou para fazer um curso de DJ’s. Na época eu não entendi muito bem do que se tratava, então, não aceitei o convite.

Mas pouco tempo depois, uma vizinha em comum teve sua segunda filha, e acabou por convidar esse mesmo amigo para cuidar do som, no dia do batizado da criança. Foi então que, mais uma vez, ele me convidou para participar, e me pediu que eu levasse as minhas fitas k7 para tocar. Quando percebi que as pessoas que ali estavam dançavam sem parar, tive a melhor sensação do mundo. Então pensei:  “É ISSO O QUE EU QUERO PARA A MINHA VIDA!!!”

Muito bom! E continuando a nossa viagem no tempo… Para contextualizar você, leitor da Brasil Society, vamos adentrar um pouco no clima quente da evolução da música eletrônica mundial:

A música eletrônica teve seu remanescente na Disco Music norte americana, na década de 70. De lá para cá, com a saída de alguns instrumentos e a chegada das primeiras baterias e outros equipamentos eletrônicos (já no final dessa mesma década), evoluiu quase que à velocidade da luz. E dessa evolução nasceram o House e a Dance Music. Juntos, cruzaram o atlântico tomando conta da Europa, ao mesmo tempo que se alastravam rapidamente por todo continente americano, sendo que o Brasil nunca ficou de fora desse cenário!

No final da década de 80 e início dos anos 90, o House Music já era um fenômeno mundial, e os DJ’s brasileiros estiveram sempre acompanhando toda essa evolução.  Viajavam para fora e junto com as gravadoras, programas de rádio e as night clubs nacionais (o que, segundo consta, nada perdiam para as baladas norte americanas), traziam as tendências e faziam a música eletrônica entrar em cena, aqui no Brasil.

Agora voltemos a falar com T. VERCOSA…

Ale Lima: São 30 anos de carreira, completos agora em 2019. Pelos nossos cálculos, no início da década de 90 você já estava nas baladas paulistanas, participando, justamente, desse primeiro “bum” da Dance Music, que comentamos mais acima. Conte para nós um pouco desse cenário de início de carreira, Thiago. Por onde você circulava naquela época? Quais eram as casas noturnas mais badaladas e em quais você tocava?

T. VERCOSA: Comecei tocando um pouco antes desse “bum” que você comentou, em festas privadas, na época de escola. Eu tinha minha própria equipe de som. Nós levávamos equipamento completo de som e iluminação até a casa do contratante, ou nos salões e buffet.

Um pouco mais para frente, eu comecei a investir. Fui um dos primeiros DJ’s a ter, no meu quarto, um par de toca discos Technics SL 1200 MK 2. Eu guardava dinheiro e comprava os equipamentos de ponta que só as danceterias tinham! E ainda, vivia em lojas como a DJ Shopping, Disco Mania, Beat Power, entre outras, só para conseguir os maiores lançamentos do mercado, antes mesmo de outros DJ’s e casas noturnas. Nesse momento, eu frequentava e tocava em várias casas da época como a Up & Down, Toco, Over Night, Allure, Arcadia, Clube Sírio Libanes, Gallery, Kremlin, Kripton, Limelight, Simbol, Bar da Vick, Moinho Santo Antônio, Live, Ventana, entre outras.

Ale Lima:  E quem era essa galera que se deslumbrava nas pistas? Para quem você tocava?

T. VERCOSA: Era um público bem diversificado. Artistas, jogadores de futebol, adolescentes que saiam escondidos dos pais; também, o pessoal mais velho que gostava dos clássicos que marcaram outras décadas, mas que retornavam às pistas de cara nova.

Ale Lima:  Quais eram as melhores baladas? E para entrarmos no clima, consegue compartilhar algumas das paradas de maior sucesso, que badalavam as pistas da época?

T. VERCOSA: As melhores baladas da época acho que já citei. Mas eu gostava muito, particularmente, da Limelight e do Gallery. Eram baladas que promoviam festas bem diferentes, e eu podia tocar para pessoas diferentes, fazer um som diferente. Eu acreditava que era esse tipo de experiência, que me ajudaria a reunir uma bagagem completa, para conduzir as pistas de forma rápida e eficiente. A gente precisava gerar resultados, e isso não significava apenas colocar o público para dançar, mas também para passar mais tempo nas casas, consumir… E isso, é algo que só com o tempo a gente aprende.

Curta esses dois sets que eu gravei. Acredito que sejam sons adequados para essa viagem no tempo!

Dê um “play” nos sets e viaje no tempo com T. VERCOSA!

Ale Lima:  Em que momento dessa história, você foi parar na cena internacional? Quais projetos você foi realizar e/ou participar?

T. VERCOSA: Tudo começou no início dos anos 2000. Meu irmão, Rey Verçosa, é músico, produtor e multi-instrumentista. Naquela época, ele havia se mudado para Barcelona, até que foi parar em Ibiza. Foi então que eu recebi um convite dele e fui tocar em uma festa que lá, ele organizava. A partir daí nossa trajetória internacional se desenrolou. Éramos os únicos DJ’s brasileiros que se apresentavam no Privilege Ibiza, na época, o maior clube do mundo. Outro projeto que trouxe bastante visibilidade para nós foi o Living Party, que acontecia em Ibiza, durante as temporadas de verão…

Até que, isso já em meados de 2009, eu recebi um convite de uma das cantoras mais importantes do Jazz, a Nalaya Brown, para acompanhá-la em sua primeira turnê em Ibiza. Naquele momento, ela estava entrando na cena eletrônica. De lá para cá foi bastante experiência. Hoje, fazem parte da minha história apresentações na Argentina, Estados Unidos, Espanha, França, Itália, Suíça, Portugal, Inglaterra e outros países.

Ale Lima:  Muitos canais de música eletrônica, onde pesquisamos sobre você, são unânimes em apontar que a sua trajetória foi marcada da pela transição do Dance Music para o E-Music. Como se deu essa transição? Poderia nos apontar o que mudou de um estilo de música para o outro?

T. VERCOSA: As mudanças têm muito a ver com os novos equipamentos que surgem. Em se tratando dessa transição do Dance Music para o E-Music, uma mudança muito significativa começou pelo BPM (batida por minuto). Para você entender melhor, antigamente as músicas eram muito mais rápidas. Hoje, a gente tem recursos que nos ajudam a colocar mais velocidade na batida, ao mesmo tempo que deixamos a voz mais devagar (e não aquela voz rápida que tinha). Outra mudança que marcou bastante foram os timbres usados nas produções, em função dos novos equipamentos…

E tudo isso contribuiu para os avanços da música eletrônica, mas como toda moda retorna, acredito que voltaremos com o Dance Music, só que em outro formato. Nas minhas produções, por exemplo, eu gosto de colocar músicos mesmo, tocando seus instrumentos. Isso porque, eu vejo uma diferença bastante significativa no resultado final.

Agora vamos pegar a nossa máquina do tempo e voltar para o presente…

Ale Lima: Em relação ao projeto com a Ibiza Global Music – falo do seu programa, o T. VERCOSA RADIO SHOW… Quando nasceu esse projeto e qual o propósito fundamental do programa, em benefício da música?  

T. VERCOSA: Em 2006, eu fui convidado para fazer uma participação em um dos programas da rádio e gostaram bastante. No ano seguinte, recebi o convite já com um contrato, que me garantia um horário durante uma temporada inteira, de abril até outubro. E assim nasceu o programa. Naquele momento eu tentava inovar, trazendo comigo artistas, músicos para tocar ao vivo em minhas apresentações na rádio…

A gente está sempre tentando contribuir de todas as formas que pode, em benefício da música e dos artistas… Porque essa é uma realidade que não é fácil! Envolve horas de aeroporto, dificuldade de adaptação, comprometimento, dedicação e, principalmente, abrir mão de estar com as pessoas que você mais ama, para fazer o que você ama. Hoje eu consigo conciliar tudo isso, mas já precisei passar natal, réveillon, aniversários de pai, mãe, irmão, filha e o meu, sozinho. Não é fácil!

Ale Lima: A nova temporada do T. VERCOSA RADIO SHOW, na Ibiza Global Radio, começará em abril desse ano. O que promete essa temporada 2019?


T. VERCOSA: No meu programa, eu toco o que produzo junto com o meu irmão Rey Verçosa, além de músicas que pesquiso dia e noite, para trazer sempre muita coisa nova. Gosto muito de uma das vertentes da House Music que é o Deep House. Sempre com lindos vocais, pianos e metais, que vejo como obrigação fazerem parte de uma boa produção musical! Isso porque eu tenho uma grande influência do Jazz.

Ale Lima: Quais os 5 DJ’s que você considera, atualmente, os TOP 5?

OT. VERCOSA: Gosto muito do meu irmão, Rey Verçosa, tocando como DJ… Apesar de ele ter um projeto de Live, que é o mais top que eu pude ver no mundo até hoje. Ele tem muito bom gosto, uma dinâmica incrível e o show dele inteiro é autoral!

Gosto muito também dos DJ’s Pete Tong, Carl Cox, Fat Boy e do Alok. O DJ Alok é brasileiro, está com produções muito boas e representando muito bem o país, na cena internacional do E-Music!

Ale Lima: Para fechar, um pingue-pongue Thiago

  1. Uma cidade imperdível: Ibiza;
  2. Uma música inesquecível: Chris Rea Josephine;
  3. Um momento único: Sempre com a minha família;
  4. Um sonho ainda não alcançado: Tocar em outros países onde ainda não toquei;
  5. O seu maior desejo, hoje: Ver o Brasil ser o melhor lugar do mundo para se viver!!!

Ale Lima: Uau! Super obrigada Thiago! Eu me despeço por aqui, desejando cada vez mais sucesso e torcendo para que seus sonhos continuem se perpetuando e realizando! Grande beijo!

E aproveito para encerrar o post por aqui. Espero que você tenha gostado, tanto quanto eu! Te vejo no próximo post!

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São Paulo, 01 de fevereiro de 2019

© Brasil Society por Ale Lima 2019

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